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Cidades | 05 de Setembro de 2008 | Edição nº 7609

Protegendo a natureza

Da Redação

Há um cuidado especial quando da travessia de linhas de transmissão por regiões de preservação ambiental, que começa com o fato de que, caso seja possível, a linha seja desviada, ainda que isso represente um aumento de custos. Mas se for impossível o desvio, a passagem pela região de preservação deverá interferir o menos possível na área, preservando as características da região de forma integral.

Empreiteiras que são rotineiramente contratadas para a execução de serviços em áreas de preservação, parques, ou mesmo em terrenos particulares, são obrigadas, pelas leis ambientais, a seguir uma série de procedimentos. Quando da entrada em meio à vegetação nativa para edificação das torres e postes, a Celg exige a integral aplicação das normas e leis de proteção ambiental.

É fundamental que a natureza e o ecossistema sejam protegidos, e a proteção começa, conforme já foi dito, no fato de se desviar o traçado da linha de forma a não perturbar o ambiente, mas, diante da impossibilidade de se fazer o desvio, a opção é perturbar o menos possível. Em um primeiro momento, locais onde existem nascentes d’agua ou que tenham uma densidade alta de espécimes raros ou em risco de extinção devem ser preservados.

Esta preocupação pode ser percebida na forma como são conduzidos, por exemplo, os trabalhos de montagem das redes. Há locais em que, para que a perturbação seja mínima, as empreiteiras ficam proibidas de usar máquinas de grande porte.

Se é necessário o desbaste da vegetação por onde passarão os cabos e postes ou torres, após o içamento dos mesmos, a vegetação terá de ser reconstituída sob a rede, sempre sendo utilizadas plantas nativas que originalmente existiam no local. A ação, além de impedir o processo de erosão, tem como objetivo recuperar uma faixa de terreno que, somada aos milhares de metros sob a rede, representa uma substancial parcela de chão por onde a rede há de passar.

Os cuidados chegam por vezes a detalhes como o alteamento da rede para evitar a poda (corte) de árvores. Assim, uma rede pode ter a sua estrutura alterada (passando, por exemplo, de postes simples a torres metálicas mais altas) para que um segmento tido como ambientalmente importante (um bosque de espécimes raras ou mesmo com representatividade histórica) não seja prejudicado.

Durante a construção de uma rede em área de proteção ambiental, o máximo de precaução é tomada. Materiais estranhos ao ambiente (desde ferramentas a itens como embalagens plásticas ou de papelão e mesmo de alimentos) não podem ser meramente descartados do local. Devem ser recolhidos e retirados da área.

Em regiões onde não há problemas ambientais, existem outras normas técnicas. As redes de energia de alta tensão, como são chamadas as redes de transmissão de longa distância, não permitem, por exemplo, que determinadas lavouras sejam instaladas sob as mesmas. Canaviais são um risco pelo hábito do uso de fogo embaixo das redes, o que pode ocasionar curtos, interrompendo o fornecimento de energia e colocando pessoas e propriedades em risco. Idem para determinados tipos de cultura, como capim colonião e similares, que podem pegar fogo e, conseqüentemente, levar riscos ao sistema.

Também não são permitidas edificações residenciais embaixo do trajeto da linha, o que é um processo de conscientização. Há invasores que teimam em se manter na área de segurança das redes, o que é proibido. Qualquer dúvida pode ser esclarecida por meio do setor de meio ambiente da Celg, que está sempre pronta a atender seus usuários.

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