Opinião | 05 de Setembro de 2008 | Edição nº 7609
Clarismino Luiz Pereira Junior
Clarismino Luiz Pereira Junior é presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia e da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma)
Na próxima semana, comemora-se o Dia do Cerrado. A data, celebrada no dia 11 de setembro, não poderia ser mais oportuna, tendo em vista a enorme importância desse bioma. Ocupando 2 milhões de quilômetros quadrados no Brasil, área que corresponde a 23% do território do País, o Cerrado abrange 5% da biodiversidade do planeta, reunindo cerca de 6.500 espécies de flora. Dessas espécies, 2 mil estão restritas apenas às matas de galeria e ciliares. Com 11 paisagens naturais, distribuídas entre florestas, savanas e campo, a biodiversidade do Cerrado é tão grande que pode ser comparada à da Amazônia. No caso da fauna, o Cerrado reúne 1.268 espécies de vertebrados, sendo que, desse total, 117 são endêmicas, ou seja, ocorrem apenas nesse bioma.
Entretanto, apesar de sua riqueza e importância, o Cerrado brasileiro está seriamente ameaçado. Hoje, apenas 20% de sua vegetação nativa encontra-se preservada. As causas desse quadro são os modelos de ocupação humana, seja pela urbanização ou agropecuária. Para tentar conter o avanço da devastação desse bioma e recuperar as áreas degradadas, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 115/95 foi elaborada. Ela modifica o parágrafo 4º do artigo 225 da Constituição Federal, incluindo o Cerrado e a caatinga na relação de biomas considerados patrimônios nacionais. Atualmente, o texto constitucional considera como patrimônios nacionais apenas a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira.
A PEC 115/95 tramita há 12 anos na Câmara Federal e agora está pronta para ser votada. Para que a luta em defesa da proteção do Cerrado adquira proporções maiores e mais fortes, é imprescindível que os parlamentares aprovem essa Proposta de Emenda Constitucional, e que todas as esferas do poder público, tanto em nível federal quanto em nível municipal e estadual, invistam recursos de peso na implantação de medidas práticas para a preservação do bioma. Nossos legisladores não podem furtar-se à tarefa de corrigir esta lacuna deixada pela Constituição Brasileira, assim como os gestores ambientais não podem ignorar a prioridade da proteção do Cerrado e a população não pode deixar de cobrar celeridade e responsabilidade dos poderes Executivo e Legislativo nesta questão.
Em Goiânia, a forma encontrada pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) para preservar as importantes áreas remanescentes de Cerrado na zona urbana foi unir os esforços do poder público, da classe empresarial e da sociedade civil. Uma importante aliança entre o primeiro, o segundo e o terceiro setores foi formada, para que programas de recuperação de áreas degradas, plantio de mudas, educação ambiental e outros tipos de ações pudessem ser implementados. Com grande satisfação, constatamos que essa aliança vem se tornando cada vez mais forte. É cada vez maior o número de empresas e cidadãos que nos procuram em busca de parcerias para a realização de ações em defesa do Cerrado.
No caso das empresas, por exemplo, a Amma criou o Programa de Parceria para Revitalização e Recuperação dos Mananciais de Goiânia, através do qual importantes áreas de matas ciliares e fundos de vale têm sido recuperados. Por meio do programa, os empresários podem doar equipamentos à Amma, realizar obras de drenagem, promover contenções de erosões, reflorestamentos, orientação e incentivo aos ribeirinhos, elaboração de avisos de alerta e conscientização das entidades poluidoras, entre outros tipos de ações. O trabalho é coordenado pela Agência e tem ajudado a recuperar áreas de vegetação nativa do Cerrado que encontravam-se completamente destruídas.
Já a população tem sido a grande aliada da Amma no plantio de mudas de espécies nativas do Cerrado em todas as regiões da cidade. Por meio do Programa Plante a Vida, a Amma já distribuiu 700 mil mudas de ipê, jatobá, saboneteiro, pata-de-vaca, pitangueira, entre outras árvores típicas do Cerrado. Ao receber a muda, o cidadão assina um termo de compromisso em que garante que vai plantar o exemplo conforme as instruções dadas pelos técnicos da Amma e que cuidará da árvore. O programa mostrou-se um sucesso e tem ajudado a devolver à zona urbana uma parte da vegetação do Cerrado que foi devastada. Una-se a nós nessa luta, seja na categoria de pessoa física ou jurídica, e dê um pouco de sua atenção para a proteção do cerrado. Ele merece e as futuras gerações também.
Clarismino Luiz Pereira Junior é presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia (Amma) e da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma)

Odor na àgua e mal cheiro no ar.
É muito fácil colocar a culpa dos problemas ambientais em cima dos outros. É certo que a Saneago existe para disponibilizar àgua potável para o consumo, mas esquecemos que todo desajuste no meio ambiente passa também pela populoação, pelo ser humano, pois, nós somos o meio ambiente.
É culpa de todos nós o odor na àgua e o mal cheiro no ar, que vem incomodando os goianos. Não nos preocupamos em preservar nada ou colocar em prática a coleta seletiva. Pensando e agindo como seres iracionais fica fácil tirar a culpa do homem.
Precisamos preservar a àgua, reciclar o lixo, incentivar a arborização e não jogar lixo na rua. Gôiania possue órgãos que incentivam a coleta seletiva, a preservação ambiental entre outros, e o que falta é a sensibilização do homem. São pequenas ações que devem ser começadas individualmente e passadas para a familia e amigos e assim desfrutar de uma Gôiania melhor! É o que eu espero. Cód: 14750
É indispensável que nos atentemos para tudo o que tem ocorrido a nossa volta: desmatamento,poluição,queimadas...
Não devemos esquecer que teremos filhos e netos,o que deixaremos pra eles?
Sem dinheiro podemos até 'sobreviver',entretanto sem pulmões cheios de ar,não!
Cuide do que é nosso,dos nossos filhos,dos nossos netos.. Cód: 15158


