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População se sente ameaçada nas ruas

Enquanto violência explode na Capital, viaturas ficam paradas em frente ao Edifício Parthenon Center

Enquanto violência explode na Capital, viaturas ficam paradas em frente ao Edifício Parthenon Center

Batedores de carteira não dão folga no Eixo Anhangüera. O fiscal de operações Paulo Henrique Said Schmidt, 23, teve a carteira com documentos e R$ 230 levada pelos ladrões no dia 5 passado. Ele diz que os furtos são constantes. “Levaram carteira de identidade, CPF e carteira de reservista e a metade de meu salário. Registrei a ocorrência, mas o dinheiro não volta. E ainda tenho que refazer todos os documentos. Agora só vou andar com uma cópia da identidade.”

A vigilante Sílvia Regina Almeida de Souza, 30, também ficou sem a carteira, com todos os documentos pessoais e R$ 70, no Eixo Anhangüera. “A gente vê gente chorando porque levaram o salário inteiro. Esse Eixão é um problema. Todos andam com medo. As mulheres têm que ficar agarradas às bolsas.”

A variedade de crimes não pára por aí. Praças e parques que são cartão-postal da cidade, como o Vaca Brava e o novo Parque Flamboyant, não têm segurança que possibilite passeio familiar. Os furtos a residência, que costumam aumentar no final do ano, já assustam moradores do Jardim América, Setor Bueno e Nova Suíça. Nas feiras de variedades, como a Feira do Sol, que atrai turistas à Capital, os registros de furto têm provocado pedido de socorro dos comerciantes.

Com a proximidade do Natal, o 1° Batalhão prepara ações para prevenção de ocorrências no Centro. Responsável pelo policiamento na região central e Setor Aeroporto, major Wesley Siqueira Borges diz que, além das 37 câmeras que monitoram as ruas, 45 policiais se revesam em 22 viaturas para evitar crimes. Ele diz que, na Operação Olho Vivo, além de policiais militares, o Choque, Rotam e Batalhão de Trânsito também participam das ações nas 24 horas do dia.

Ele diz que as plataformas de embarque do Eixo Anhangüera são revistadas diariamente e que, em muitos casos, foragidos da Justiça foram recapturados. Além de revistas, os policiais fazem orientações para a população. Entre elas, de não usar bolsas ou carteiras na parte de trás do corpo nos ônibus. Em toda ação, que começou em 20 de agosto desse ano, 32 pessoas foram presas, 18 batedores de carteira identificados e presos, além de 11 veículos recuperados. Outros 37 Termos Circunstanciados de Ocorrência foram lavrados.

Quem trabalha nas ruas sente os efeitos da insegurança. A Praça Almirante Tamandaré, no Setor Oeste, é moradia de desocupados. Cerca de dez adultos e adolescentes praticamente vivem no local, que sedia a Feira da Lua aos sábados. Um mototaxista que trabalha no local diz que as drogas são consumidas à luz do dia na Tamandaré. “A polícia passa pela praça e a patrulha até pára de vez em quando, mas não conseguem eliminar os malfeitos”, afirma o rapaz que não divulga o nome por medo de represália. “Eles podem até me matar.” Outra tradicional praça que sofre a invasão de desocupados é a Coronel Joaquim Lúcio, em Campinas. Bêbados incomodam quem usa a praça como local de convivência. Furtos são constantes na área. Até rodas de carros já foram levadas pelos ladrões.

Comentários

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Renyson Silva

20/11/2008 | renysoncastanheira@...

Pela forma que está exposto, nos parece que tudo é culpa da polícia. Polícia não dá educação, não pode restringir transeunte de ir e vir(exceto flagrante),... Enfim... São muitos os obstáculos que a própria sociedade impõe ao policial para que o mesmo possa exercer suas atividades, fragilidade da lei (talvez), há casos em que o abordado tem diversos mandado de prisão em outro Estado e por fim temos que colocá-lo em liberdade por falta de uma carta precatória, ou até mesmo falta de vontade por parte de nobre colegas da Polícia Judiciária. Todo esse conjunto terão que ter mudanças profundas. Cód: 20391

2

wilson

20/11/2008 | wilson@...

Mas uma vez volto a dizer, muitos policiais no quartel e quse nada nas rua ( em frente a pit-dog).
Cade a Rotam que acabaram com ela favorecendo os bandidos.
cade aqueles verdadeiros policiais que existiam na rotam.
Cód: 20371

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Adilson Maia

20/11/2008 | adilsorm@...

1 - LEGISLAÇÃO cheia de incorreções com penas totalmente inadequadas (exemplo: para crimes contra a vida, já que não querem implantar a pena de morte, pelo menos que coloquem um CASTIGO BEM PESADO para "os seres - ou vermes?" que se sentem habilitados a tirar a vida alheia. Hoje um "ser" - ou verme? - que tira a vida de uma pessoa, cumpre (quando cumpre) penas que beiram ao ridículo e, após breve recesso em suas aparições animalescas perante a sociedade, voltam com toda a carga para tirar novas vidas e a esfacelar novos lares); 2 - CORRUPÇÃO EM TODOS OS ESCALÕES DA ADMINISTRAÇÃO, EM TODOS OS PODERES E EM BOA PARTE DOS SERVIDORES. Juntem esses ingredientes e o resultado é esse que assistimos embasbacados e de queixos caídos. VIOLÊNCIA CRESCENTE E GRATUITA! Vejam esse "ser" que tirou a vida daquele comerciante com dois tiros, levou seu dinheiro e ainda saiu rindo da situação, conforme vídeo. Aquilo tem o algum cabimento? Como pode um verme desses ter todo esse poder? De acabar com uma família inteira para satisfazer suas vontades animalescas (com todo o respeito aos animais irracionais) e ainda ficar quase que por isso mesmo? Alguém tem alguma resposta sensata para dar? E casos e mais casos iguais que acontecem diariamente? Onde estão as autoridades? As do executivo, legislativo, enfim de todos os poderes? E o Ministério Público? Sem querer ser pessimista, mas ao estágio em que já chegamos e até HOJE NÃO TERMOS ENCONTRADO NINGUÉM PARA ENCARAR E RESOLVER A QUESTÃO, somente DEUS para nos ajudar. Cód: 20426

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