Economia | 05 de Setembro de 2008 | Edição nº 7609
Edilaine Pazini
DA EDITORIA DE ECONOMIA
Goiânia irá ganhar aproximadamente 200 mil novos imóveis nos próximos dez anos. A previsão é do presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis 5ª Região/Goiás (Creci/GO), Oscar Hugo Monteiro Guimarães. Segundo ele, em Goiás a qualificação dos corretores de imóveis é reconhecida nacionalmente. Os cerca de 1.800 graduados em Gestão ou Ciências Imobiliárias é o maior número de qualificados do País.
O entrave do segmento não é mais a mão-de-obra qualificada, mas a falta de insumos. Os fornecedores de matéria- prima já começam a ter dificuldade para atender à demanda. Para Hugo, a situação é um bom sinal. “Isso mostra que as indústrias precisam se preparar para crescer”, diz o presidente. Hugo afirma que o setor imobiliário recebe grande fluxo de investimento.
Segundo o presidente, o crescimento da Capital goiana já é reflexo em outros municípios do Estado. “Goiânia está recebendo uma injeção muito grande de investimentos, e com isso está espalhando para outras cidades”, salienta. Ele cita o entorno de Brasília como conseqüência de moradias para aqueles que trabalham na capital federal. “O Entorno passa a ser uma opção barata de residência e de fácil acesso, e está recebendo um grande fluxo de construções de apartamentos residenciais”, comenta. Grandes empresas, diz, já estão sediadas na região. Valparaíso, Águas Lindas, Luziânia e Cidade Ocidental são exemplos citados pelo presidente como as cidades que estão recebendo grande fluxo imobiliário.
Oscar Hugo também cita Catalão como pólo de desenvolvimento. Ele explica que a cidade concentra grande parcela do crescimento industrial do Estado. Ao receber esse fluxo de pessoas, chega a necessidade de produzir. Hugo explica que a construção do imóvel não é imediata. “Ela precisa ser programada, no mínimo, doze meses para se construir”, afirma. Diante disso, diz, as construtoras já estão se preparando, construindo e lançando empreendimentos. Itumbiara, Iporá e Anápolis também foram citadas pelo presidente como sediadoras de novas empresas.
Qualificação
A preocupação com a qualificação dos profissionais do setor imobiliário não é recente. Segundo Hugo, desde 1995 o setor procura qualificar o corretor de imóveis. “Goiás hoje é um dos mercados imobiliários onde o profissional está mais qualificado no Brasil”, frisa.
Além dos mais de 1.800 profissionais formados em Gestão e em Ciências Imobiliárias, Goiás possui mais de 300 pós-graduados. O Estado também já conta com esses profissionais trabalhando nas prefeituras como gestores de patrimônio público e oferecendo consultorias aos órgãos estaduais e privados.
Hugo diz que o mercado imobiliário de Goiás está sintonizado com a educação. Segundo ele, a meta é educar e qualificar o profissional. “Todas as empresas que estão vindo de fora estão impressionadas com o nível de qualidade dos nossos corretores de imóveis”, garante. O presidente ressalta que o mercado goiano da construção recebe grandes empresas nacionais e estrangeiras.
Privilégio
Hugo afirma que Goiânia é privilegiada em razão do Centro-Oeste, segundo ele, a região mais economicamente viável para se investir. “As pessoas que vêm conhecer Goiânia passam a morar aqui”, salienta. “Imagina os outros setores do comércio, da indústria, da área de serviço mesmo”, ressalta.
Segundo Oscar Hugo, atualmente Goiânia é um verdadeiro canteiro de obras. Jardim Goiás e Setor Bueno são os setores que mais crescem na cidade. Ele adianta que lançamentos para a Classe B com juros de até 6% irão chegar logo a Goiânia. “Coisa que nem os agentes financeiros conseguem fazer”, afirma.
Hugo diz que a situação de crescimento não é momentânea e ressalta que o mercado imobiliário goiano está começando a ter crescimento quantitativo e qualitativo.
A alerta do presidente à população diz respeito à parte documental. Segundo ele, os compradores de imóveis devem se atentar ao ato da aquisição da assinatura da proposta e devem verificar se o empreendimento está registrado em cartório. “O investidor deve exigir a certidão de registro de incorporação”, diz. Caso o documento não seja apresentado, o comprador deve denunciar ao Creci-GO.

