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Oposição de onde não se esperava

O segundo mandato do atual prefeito ainda nem começou, mesmo assim já se podem ver algumas nuvens encobrirem o céu do Paço Municipal. E se os ditos populares estiverem certos, do mesmo modo em que onde há fumaça há fogo, também onde há nuvem pode vir tempestade. Se eu utilizar um pouco dos meus dotes meteorologísticos, posso prever que toda essa intempérie vem direto da Câmara dos Vereadores. Creio que a oposição pode vir de onde ninguém esperava.
Lendo ao DM do dia 13/11/08, vi uma reportagem que tratava sobre uma reunião feita entre o prefeito e os vereadores vigentes. Ate ai, tudo certo, até porque para uma boa administração é necessário um bom relacionamento entre o Paço e a Câmara. O que é de se estranhar é a ausência de alguns integrantes do Partido dos Trabalhadores, por coincidência, nomes fortes dentro do partido, e defensores da candidatura própria do PT para as eleições deste ano. É claro que existe hipótese de algum imprevisto ter impossibilitado a presença dessas pessoas na dita reunião, até porque, quantos imprevistos já me tiraram, ou tiraram você amigo leitor, do almoço na casa da sogra, ou de uma reunião de condomínio?
Outros políticos também não participaram da reunião, foram membros do PSDB, nomes como o do vereador Mauricio Beraldo, líder da oposição na Câmara dos Vereadores e exerceu como poucos seu papel de fiscalizador das ações do prefeito. Com certeza essa reunião pegou o governo municipal de surpresa, pois nem em seus piores sonhos os membros do PMBD imaginaram que o PT poderia se comportar da mesma forma dos tucanos. E mesmo que esse ato tenha sido pequeno e isolado, com certeza serviu para deixar muita gente de orelhas em pé, e temerosos em saber quem do Partido dos Trabalhadores está apoiando o governo municipal e quem quer fazer valer as próprias idéias. Isso serve de resposta até aos críticos que afirmavam que o prefeito governaria sem oposição, pois até mesmo a sua base aliada mais forte não está completamente de acordo com todas opiniões do governo municipal.
Certamente o prefeito Iris Rezende tem vários motivos para não estar satisfeito com o PT; além do caso da reunião, na semana que passou, alguns membros do Partido dos Trabalhadores disseram ter intenção de lançar candidatura própria para o governo. Isso, com certeza, deve deixar o PMDB insatisfeito, até porque, com a derrota nas eleições de Anápolis, o apoio do PT poderia representar a concretização dos sonhos de Iris Rezende, que já demonstrou grande interesse em contar com os votos dos três maiores colégios eleitorais do Estado, haja vista que Goiânia e Aparecida, ele já os tem; faltariam apenas os votos de Anápolis.
De uma coisa podemos ter certeza: não é unânime o apoio ao governo municipal dentro do Partido dos Trabalhadores, e isso nós sabemos desde a assembléia que ocorreu dentro do PT e ficou definido o apoio ao PMDB por apenas um voto de diferença. O que temos que analisar agora é até que ponto o partido aliado pretende caminhar junto com o prefeito Iris, ou se o PT estaria apenas interessado na negociata dos cargos municipais.


Cássio Vinicius Ferreira de Almeida é estudante

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