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Suspeito de amarrar menor afirma que adora crianças

Menino de 7 anos mora em Anápolis e foi encontrado em canil de uma casa da cidade. Braços foram amarrados com fios de antena

Menino de 7 anos mora em Anápolis e foi encontrado em canil de uma casa da cidade. Braços foram amarrados com fios de antena

O servente de pedreiro Werlen Soares Figueira, 28, nega acusação de ser autor do seqüestro de um menino de 7 anos. O garoto, morador de Anápolis, a 48 km de Goiânia, foi encontrado, por volta das 18 horas da última quarta-feira (19), com os pés amarrados e a boca amordaçada, em um canil no fundo de uma casa, no Setor Residencial das Flores, na região norte daquela cidade. Cerca de 15 horas após o crime, o suspeito foi preso pela Polícia Civil em um estabelecimento comercial de um primo, no mesmo bairro.

Werlen está detido na Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) de Anápolis. Ele mora no mesmo setor da vítima e diz ao DM que conhece o garoto há cerca de um ano. “Conversava, às vezes, com ele, mas nunca fiz nada com esse garoto. Adoro criança e jamais faria uma coisa dessa.” O pedreiro e morador do terreno, Anaílton da Silva Lima, 32, diz que encontrou o menino quando roçava o quintal.

“Ouvi barulho próximo à casinha do cachorro. Olhei e vi o menino deitado no chão com os pés amarrados com fios de antena e a boca tampada com napa de sofá.” Anaílton afirma que foi uma surpresa encontrar o menor naquela tarde, pois não tem o hábito de freqüentar o “fundo” do quintal. “Esse menino teve sorte.” Menor disse que estava em casa quando Werlen pulou o muro e o levou para o quintal da casa do pedreiro.

A mãe da vítima, a agente de saúde Adriana Márcia da Silva, 27, também prestou depoimento ontem à tarde. Ela conta que essa é a segunda vez em menos de dez dias que o filho é encontrado por moradores em circunstâncias parecidas. “Na semana passada, ele pegou R$ 5 na minha bolsa e, com medo de apanhar, dormiu em uma chácara na periferia de Anápolis.”

De acordo com a delegada da Depai, Helena Macedo de Mendonça, existem provas suficientes da materialidade e da autoria do crime. “A criança reconheceu também o autor.” Ela informa que Werlen será indiciado por seqüestro, cárcere privado e atentado violento ao pudor. A pena varia de 2 a 5 anos. Foi pedido a prisão preventiva do suspeito. O menino permanecerá ainda essa semana sob a guarda do Conselho Tutelar de Anápolis.

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