Economia | 05 de Setembro de 2008 | Edição nº 7609
Corretor de imóveis, José Caetano dos Santos diz que vai aproveitar a oportunidade para trocar de operadora sem prejudicar o negócio
André Passos
Da Editoria de Economia
Quatro dias após o início das novas regras de portabilidade, pedidos de troca de operadora já se aproximam dos três mil. Na liderança, Goiás já acumula quase um terço das solicitações feitas no País, 998 nos três primeiros dias, de acordo com dados da ABR Telecom, entidade que administra o sistema. No Brasil, até ontem, foram registradas 2.977 solicitações de trocas.
Para o corretor de imóveis José Caetano dos Santos, essa é a oportunidade de trocar de operadora sem prejudicar os negócios, já que depende do telefone para manter contato com clientes. Até a próxima semana, José Caetano entrará com pedido de portabilidade e se diz descontente com a operadora. De acordo com o corretor, o sinal oferecido pela cobertura da empresa não é eficiente, impossibilitando comunicação com clientes.
A portabilidade, para José Caetano, é viável no sentido de conseguir manter seus contatos. “Economicamente é importante, pois posso mudar de operadora sem perder clientes, pois eles vão continuar sabendo o meu número.”
Segundo a gerente de Atendimento ao Consumidor do Procon, Sara Saeghe Ximenes, o movimento de clientes com dúvidas e reclamações ainda é pequeno, já que as operadoras têm cinco dias úteis, que terminam hoje, ou sete corridos para conceder liberação.
No ranking, após Goiás, os Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Espírito Santo foram os que mais registraram pedidos de portabilidade. Sara conta que, para que haja possibilidade da mudança, é preciso que o telefone esteja no nome do solicitante. “Operadoras podem se recusar a aceitar clientes com registro no SPC/Serasa”, informa a gerente do Procon.
A nova facilidade de trocar a operadora, tanto fixa quanto móvel, e manter o número do telefone passou a valer em oito áreas de numeração a partir da segunda-feira, 1º.

