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OPINIÃO PÚBLICA

Minorias abraâmicas

“Mãos estendidas! Unidas na solidariedade e no amor para com todos”

Imagem ilustrativa da imagem Minorias abraâmicas

A expressão minorias abraâmicas foi criada por Dom Hélder Câmara.

Na política, nas igrejas, nos espaços sociais em geral, a minoria não comanda.

Numa visão pragmática, a minoria deve submeter-se à maioria, ainda que essa maioria escravize a minoria.

Através da TV, das emissoras de rádio e dos jornais, podemos tomar conhecimento dos resultados das pesquisas de opinião.

Se as pesquisas forem honestas, registrarão o pensamento majoritário e o pensamento minoritário.

Dom Helder foi arcebispo em Olinda e Recife nos tempos da ditadura de 1964.

Antes, tinha exercido o múnus episcopal no Rio de Janeiro.

Sua saída ou expulsão da mais importante e influente cidade do país não foi explicada, nem tinha de ser explicada,

pois Roma detinha, como ainda detém, o poder de mandar um Bispo para onde quiser.

Certo é que Dom Hélder foi mal compreendido, tanto pela sociedade dominante quanto por membros da própria Igreja a que pertencia.

Do seu exemplo e de suas palavras, podemos extrair lições perenes.

Dom Helder nos ensinava que quanto mais escura fosse a noite, mais luminosa poderia ser a madrugada que anuncia o novo dia.

Isso fazia com que nunca desanimasse diante das dificuldades que enfrentava,

tanto no nível social e político, como nas relações eclesiais.

Ele acreditava na promessa do profeta bíblico: "o deserto se transformará em jardim”.

Mesmo aquilo que, no mundo e ao redor de nós, parece uma situação impossível de ser transformada,

pode sim ser superada através do pensamento e do trabalho de base.

Dom Hélder dizia que Deus deu ao ser humano o poder e a responsabilidade de não se conformar com o sofrimento do inocente,

mas de combater o mal e a injustiça.

Dom Hélder dizia:

“Nenhuma felicidade pode basear-se na infelicidade dos outros, porque ofenderia o sentido de justiça que diz respeito a todos (…)

Deus deu ao ser humano o poder e a responsabilidade de não se conformar com o sofrimento do inocente,

mas de combater o mal e a injustiça.

O mundo não mudará pela ação isolada de líderes esclarecidos e sim pelo empenho comunitário de grupos de resistência e de profecia

que se consagrem a transformar o mundo a partir de uma profunda convicção de fé no ser humano e na vida.

”A última palavra neste mundo não pode ser a morte mas a vida!

Nunca mais pode ser o ódio, mas o amor!

Precisamos fazer com que não haja mais desespero e sim esperança.

Nunca mais vençam as mãos enrijecidas contra o outro:

“Mãos estendidas! Unidas na solidariedade e no amor para com todos”.

Dom Hélder está para ser proclamado santo – canonizado. Que alegria será isso para o povo brasileiro!

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