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Acidentes aéreos em 2024: os números mais altos da última década

O pior ano da aviação brasileira: recorde de quedas de aviões em 2024

Acidentes aéreos em 2024: os números mais altos da última década

O ano de 2024 tornou-se um marco negativo para a aviação brasileira, com 136 acidentes aéreos registrados, dos quais 40 foram fatais, resultando em 138 mortes até dezembro. Este é o maior número de vítimas fatais da última década, destacando fragilidades na segurança do setor.

As tragédias que marcaram 2024

Gramado, Rio Grande do Sul (dezembro)

Um turboélice bimotor caiu em uma área urbana de Gramado, deixando 10 mortos. A aeronave decolou de Canela com destino a Jundiaí (SP) e, durante o trajeto, colidiu com a chaminé de um prédio, atingiu uma residência, uma loja de móveis e espalhou destroços até uma pousada. Além das mortes, 15 pessoas foram hospitalizadas por inalar fumaça.

As condições climáticas, com chuva e névoa, são apontadas como possíveis fatores contribuintes. A FAB (Força Aérea Brasileira) e o Cenipa já estão conduzindo investigações para determinar as causas.


Vinhedo, São Paulo (agosto)

O acidente mais letal do ano aconteceu em 9 de agosto, quando uma aeronave da Voepass caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo. O avião, que fazia o trajeto entre Ribeirão Preto e Congonhas, apresentou falhas mecânicas durante a descida. A tragédia deixou 62 mortos, tornando-se o pior desastre aéreo no Brasil desde 2007.


Manaus, Amazonas (setembro)

Um avião cargueiro caiu logo após decolar do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, matando os dois tripulantes. As investigações preliminares indicam falha no motor como a causa do acidente.


Chapada dos Guimarães, Mato Grosso (junho)

Uma aeronave turística caiu durante um sobrevoo pela região, vitimando cinco pessoas, incluindo turistas estrangeiros. O erro humano foi apontado como o principal fator para o acidente.


Rio de Janeiro, RJ (outubro)

Uma aeronave executiva caiu na Baía de Guanabara, deixando cinco mortos. Ventos fortes e chuva no momento da tentativa de pouso são indicados como fatores agravantes.


Porto Alegre, Rio Grande do Sul (abril)

Uma aeronave de pequeno porte caiu em área urbana, matando quatro pessoas, incluindo uma criança. Chuvas intensas e ventos fortes contribuíram para o desastre.


Condições climáticas adversas: Fortes chuvas, neblina e ventos foram recorrentes em diversos acidentes.

Falhas mecânicas e de manutenção: Predominantes em aeronaves menores.

Erros humanos: Decisões inadequadas durante emergências e falhas no planejamento de voo.

A ANAC e o Cenipa anunciaram um plano de ação para reforçar a fiscalização, revisar os protocolos de manutenção e aumentar os investimentos em segurança operacional, especialmente em voos regionais.

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