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Movimento Sem Terra amplia pressão sobre governo com novas invasões em três estados

MST reivindica prioridade na produção de alimentos sobre commodities

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) intensificou suas ações, realizando invasões de terras em três estados, ampliando a pressão sobre o governo para que acelere a implementação de políticas de reforma agrária. As invasões fazem parte da "Jornada de Luta das Mulheres Sem Terra", iniciada no Dia Internacional da Mulher e que conta com manifestações em 23 estados e no Distrito Federal.

No Espírito Santo, cerca de mil mulheres invadiram uma área da empresa Suzano, localizada no município de Aracruz. O MST possui um histórico de conflitos com a gigante da celulose, envolvendo 22 áreas em disputa. O movimento argumenta que as terras devem ser destinadas a assentamentos agrícolas, com a produção de alimentos tendo prioridade sobre a produção de commodities, como a celulose.

Na Bahia, cerca de 300 famílias invadiram duas propriedades nos municípios de Nova Redenção e Boa Vista do Tupim, localizados na Chapada Diamantina. O MST afirma que essas terras são improdutivas. No dia anterior, aproximadamente 600 mulheres sem-terra bloquearam a rodovia BR-101, na altura do município de Teixeira de Freitas, no extremo-sul do estado, em mais uma ação de protesto.

Em outro estado, no Ceará, o MST invadiu uma área no Perímetro de Irrigação Tabuleiro de Russas, no município de Limoeiro do Norte, situado a 184 km de Fortaleza. A ação reuniu cerca de 200 famílias e afetou uma terra que pertence à União e está sob responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). A região é um dos principais polos do agronegócio no estado.

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