
O suspeito de ter atirado contra o arquiteto Jefferson Dias Aguiar, 43, em rua no Butantã, zona oeste de São Paulo, na terça-feira (1°) se apresentou na manhã desta sexta-feira (4) no Deic.
O homem era procurado após ter sido identificado por investigadores da 1ª Delegacia do Patrimônio do Departamento Estadual de Investigações Criminais, unidade responsável pela investigação.
Aguiar foi assassinado após ver um roubo a uma mulher na rua Gerivatiba e atropelar o ladrão na esquina com a rua Desembargador Armando Fairbanks. Além do suspeito preso, a polícia busca por um segundo homem, também identificado, que ajudou o autor do disparo a fugir do local.
O vídeo de uma câmera de segurança mostra que o criminoso atropelado levanta e efetua três disparos contra o arquiteto, que havia aberto a porta do carro. Um atingiu o pescoço. O atirador fugiu. Jefferson era acompanhado por um homem em seu Chevrolet Montana.
A vítima do roubo esteve na delegacia. Ela narrou aos policiais civis que é de Minais Gerais e está a trabalho em São Paulo. Naquele horário, ela tomava sol com colegas em um recuo em frente ao escritório, quando uma motocicleta se aproximou. O condutor exigiu que ela entregasse o telefone, um iPhone 13. A mulher contou ter dado o telefone e a senha. Depois, o criminoso pediu a aliança, um objeto de ouro com pedras de diamantes.
Na sequência, ela disse ouvido tiros. O ladrão que a atacou e fugiu foi identificado como um homem branco, com idade entre 25 a 30, com barba.
Jefferson foi levado em estado gravíssimo por uma equipe do Corpo de Bombeiros para o Hospital Universitário, onde morreu.
O arquiteto estava casado havia pouco mais de um ano e era o mais velho de três filhos. Ele foi criado no bairro Jardim São Luís, na zona sul de São Paulo, onde vendia pão de bicicleta para ajudar a família e custear os estudos.
O pai de Jefferson foi assassinado com três tiros quando ele tinha 7 anos.
"Ele era o certo pelo certo. Não suportava injustiça", diz Carlos Vasconcelos Barbosa, cunhado de Jefferson, que o conheceu na infância, quando eram vizinhos.