
Lexa concedeu sua primeira entrevista após sofrer uma forma grave de pré-eclâmpsia na gestação e perder sua filha. Em entrevista ao Fantástico, da Globo, desse domingo (23), a cantora se emocionou ao relatar como tentou levar a gestação o mais longe possível para que Sofia tivesse mais chances de sobreviver.
A artista sentiu complicações e ficou internada em um hospital em São Paulo. 17 dias depois, foi para a sala de parto na tentativa de salvar e dar luz à bebe, que ainda estava com 24 semanas de gestação. A pequena nasceu no último dia 2 e morreu no dia 5.
“Beirei a morte tentando salvar minha filha. O médico entrou e falou assim, olha, eu preciso te falar isso, mas na medicina a gente sempre vai escolher a mãe. E aí eu falei, eu vou até o meu limite, se possível. E eu realmente beirei a morte tentando salvar minha filha”, iniciou ela.
"Eu estava ali lutando, semana a semana, para segurar a gestação, porque eu sabia que quanto mais tempo da Soso na minha barriga, era uma possibilidade de vida dela", continuou. "Eu comecei a sentir, cada dia que passava, um pouco mais dos sintomas. Tive uma dor de cabeça que não passava. Depois, uma dor de estômago muito forte. Minha mão já não estava fechando. O fígado começou a entrar em falência. Não tinha mais para onde ir. Nem para mim nem para ela. A minha filha nasceu com todas as coisas que eu estava sentindo. Ela nasceu com rins e fígado comprometidos e com a pressão alterada".
Lexa revelou estar sentindo uma dor muito grande. "A impressão que eu tenho é que não vai ter um dia da minha vida que eu não vá chorar. É muito difícil. Eu fiz tudo o que eu podia. Porque, às vezes, a gente quer se culpar, de alguma maneira, mas eu parei. Não tinha mais o que eu fazer. A vida realmente é um sopro. E quase fui junto", desabafou.
"Eu tô vivendo a minha dor e ela é grande. Mas é um processo e eu acho que daqui a pouco eu preciso juntar meus cacos, meu quebra-cabeça sem peça e continuar. Voltar a fazer o meu trabalho, voltar a fazer o que me faz feliz também, né? Meu trabalho me faz muito feliz”, finalizou.
Segundo o Ministério da Saúde, a pré-eclâmpsia costuma acontecer na segunda metade da gravidez e é uma das principais causas de morte materna no Brasil. As formas mais precoces são muito raras, mas tendem a ser mais agressivas. Diabetes, doenças auto imunies e gestão gemelar são alguns fatores de risco para a doença.