
Ingrid Guimarães, de 52 anos, usou suas redes sociais para desabafar sobre um constrangimento que passou durante um voo da American Airlines. Em um longo relato, a atriz relatou que foi ameaçada e coagida por funcionários da companhia aérea por não aceitar trocar de assento.
"Comprei uma passagem na Premium Economy e quando já estava sentada com o cinto colocado um funcionário me comunicou que eu teria que sair do meu lugar e ir pra classe econômica porque tinha quebrado uma cadeira na executiva e a pessoa ia pegar meu lugar. Tipo é uma regra, sai do seu lugar que você pagou. Ele falou 'isso é uma regra, você foi escolhida'. E eu disse, 'não, eu não vou. Comprei esse lugar e vou ficar aqui'. E ele respondeu 'você tem que ir'", iniciou a artista.
De acordo com Ingrid, ao negar a alteração, um outro funcionário chegou aos gritos e informou que se ela não trocasse de assento, o avião não iria decolar, além de afirmar que ela nunca mais viajaria com a American Airlines. "Eu disse: 'Tudo bem'. Aí foram aparecendo 3 pessoas, todas me ameaçando e dizendo que o voo não ia sair, que todo mundo ia ter que descer do voo por minha causa. Em nenhum momento perguntaram minha opinião, nem me explicaram, apenas exigiram que eu levantasse com ameaças", disse.
"Aí eu disse: não vou sair. É o meu lugar, eu paguei por ele e não vou para um lugar pior. Aí veio uma funcionária gritando: 'Vamos todos descer do avião porque uma passageira não está colaborando'. Não satisfeita ela anunciou no microfone num voo cheio de brasileiros que todo mundo ia ter que descer por causa de uma passageira. Uma delas foi lá e ainda apontou quem eu era. Ou seja, eles colocaram um voo contra mim sem explicar em nenhum momento para os passageiros a situação", continuou a atriz.
Diante do constrangimento público, Guimarães decidiu sair do seu lugar: "E é claro que diante de um constrangimento público eu fui para classe econômica. Coação, abuso moral, desrespeito e ameaças. Em troca deram um voucher sem me explicar nada, apenas um papel na minha mão (que achei que fosse a nova passagem) dizendo que eu tinha um descontinho de 300 dólares na próxima passagem. Inacreditável!".
"Agora eu te pergunto: o que eu tenho a ver com a cadeira quebrada da executiva dos outros? Não deveriam oferecer para outras pessoas também talvez uma bonificação, ou alguém que quisesse ir por um desconto. Uma negociação e não uma imposição?", questionou.