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A América vai quebrar?

Análise do apelo de Elon Musk por eficiência governamental nos EUA, desafios econômicos e a comparação com a situação do Brasil.

A América vai quebrar?

A frase título deste artigo, em modo afirmativo, foi anunciada, recentemente, pelo super chefe do DOGE ou Departamento de Eficiência Governamental dos EUA, Elon Musk, para um grande grupo de gestores do estado americano, com o apelo a todos para vestir a camisa da eficiência, do controle de gastos desnecessários, promoverem a eliminação da burocracia governamental com reestruturação das agências federais, em todo país. Fora disto a América vai quebrar, afirmou. Será?

Sim, é possível!... Afinal, com um déficit de 2 trilhões de dollares anual (praticamente o PIB anual do Brasil), uma dívida pública de 36 trilhões de dollares (impagável) e pagando juros de 4,25 a 4,50% ao ano, os EUA estão gastando mais de 1,2 trilhão de dóllares por ano em juros segundo Musk, mais do que gastam com segurança interna e externa como vigilantes do mundo. Realmente, é necessário alguém que interesse pelo país e conserte os erros e os exageros com gastanças desordenadas cometidos no passado. Mantida as condições ou “status quo” não demorarão o rompimento das estruturas. Afinal, dinheiro não cai dos céus.

No entanto, consertar os estragos feitos ao longo de mais de 35 anos, principalmente pelos democratas gastadores, discípulos fiéis das idéias keynesianas, modelo também adotado em nosso país Brasil nos últimos 20 anos, não pode e não tem como ser de forma tão rápida como tem sido as ações globais idealizadas com tentativas de implantação do Presidente Trump, assustando e desestabilizando o mundo com taxas nunca dantes experimentadas e idéias pouco convencionais e inapropriadas para todos, que representam o fim da globalização.

Porém, não se pode negar que a globalização acontecida até então, concorreu para gerar perdas e ganhos e que os eleitores que elegeram TRUMP representam as regiões perdedoras com o processo, porquanto mandaram suas empresas e os empregos para produzir na China e outros países onde os custos de produção eram e continuam sendo muito inferior ao de produzir nos EUA. Porém, o que fazer? Como voltar a ter os empregos dos anos 70, 80 do século XX? Impossível! Os novos empregos estão em indústrias inovadoras, de alta tecnologia e no setor de serviços também com alta inovação, setor em que os EUA são os maiores.

Cá do nosso lado, nossa situação é muito pior porquanto a nação brasileira tem uma dívida, da mesma forma insustentável, em 2025, de mais de 9 trilhões de reais, para um PIB anual 2024 de 12,5 trilhões de reais. Só que, aqui estamos pagando juros de 13,25% ao ano, com inflação de 5%, ou 8,25% de juros reais ao ano e isto consome uma boa parte do orçamento da União ou aumento do endividamento, como está acontecendo. Ou seja, aqui, sim, sem ação governamental, corremos o risco de quebrar. E não vai demorar.

É oportuno registrar que a história da humanidade registra evoluções constantes e sem históricos de retrocesso. O socialismo não deu certo e inviabilizou-se por falta de inovação e interesse das pessoas que se acomodam. O capitalismo, por sua vez, viveu, vive e viverá da inovação criativa, situação em que sobrevive quem faz melhor e mais barato. Isto impõe adoção de tecnologias novas e que gerem menores custos de produção. A globalização possibilitou aos países gozar as vantagens comparativas da produção. Seu fim está próximo? Pode ser. Porém, não há como voltar ao passado. Este é o Desafio Americano 2025. Como ficarão os EUA e o mundo pós TRUMP? A ver. Imprevisível!

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