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Eleições 2026

Caiado lança hoje pré-candidatura à Presidência da República; veja ao vivo

Líder do União Brasil lança nesta sexta-feira, 4, a partir das 9h, pré-campanha para disputar Palácio do Planalto. Evento terá transmissão ao vivo no youtube

Imagem ilustrativa da imagem Caiado lança hoje pré-candidatura à Presidência da República; veja ao vivo

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) lança oficialmente, nesta sexta-feira, 4/4, sua pré-candidatura à Presidência da República, em Salvador (BA).

Cerca de 150 prefeitos de Goiás, líderes empresariais de todo país, políticos de diversas regiões, lideranças do agronegócio e religiosos estarão hoje no Centro de Convenções da capital baiana (Avenida Octávio Mangabeira, nº 5.490, Boca do Rio).

Caiado está em Salvador desde terça-feira, 1/4, onde tem cumprido agenda religiosa, partidária e pública/interesse do Estado – o gestor falou, por exemplo, com o segmento empresarial baiano, em busca de aproximação econômica e parcerias para Goiás.

Falou também ao segmento do agronegócio sobre o modelo de Segurança Pública adotado no estado, com predominância do combate à invasão de terras de forma preventiva.

O tema preocupa os empreendedores do agro baiano, uma vez que invasões e violência no campo reduzem a produtividade e colocam em risco a população das cidades.

Caiado é o governador com a maior aprovação do país [86%, em levantamento divulgado em fevereiro pela Quaest] e apresenta uma curva ascendente nas pesquisas de opinião para a disputa de 2026.

Em recente sondagem da Exame/Futura, o goiano aparece na frente do presidente Lula em uma simulação de segundo turno.

No evento de hoje, o discurso de Caiado deve ser voltado para os segmentos da classe média e para o brasileiro que deseja um país que recupere a situação de equilíbrio fiscal pós-plano Real, cuja antítese {na atualidade] provoca inflação, aumento no valor dos combustíveis e descontrole no preço de alimentos.

Terá também um discurso contundente para a população do Nordeste, onde estrategicamente a direita precisa pontuar melhor nas eleições presidenciais. Neste momento, entrará sua política social, cujo braço maior é o amplo programa "Goiás Social", que serve de exemplo para vários estados.

Na pauta do governador, serão perfilados números e dados – como a melhor educação através do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), os melhores índices de Segurança Pública e o crescimento econômico de Goiás, maior do que o apresentado pelo Brasil da atualidade.

A expectativa é de que Caiado passe a percorrer outros estados do Nordeste, depois Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste.

Histórico credencia Ronaldo Caiado a ser candidato natural da direita: militância começou no agro

Ronaldo Caiado torna-se, a partir desta sexta-feira, 4, o único goiano a se colocar na disputa presidencial com reais chances de vencer as eleições de 2026. Ao lado de Jair Bolsonaro, que está inelegível, ele é o pré-candidato com maior tradição no espectro ideológico da direita - um segmento cujas projeções eleitorais deve abraçar entre 40% e 60% dos votos nas próximas eleições. Ao UOL, Caiado disse ontem que "quem for ao segundo turno com Lula pega a taça".

Seu nome já figura em vários cenários ora empatado ora bastante próximo do presidente Lula - em uma sondagem está na frente, caso da pesquisa Exame/Futura, divulgada há uma semana.


		Caiado lança hoje pré-candidatura à Presidência da República; veja ao vivo
Durante campanha de 1989, governador goiano percorreu todo país: tornou-se principal articulador da direita 'raiz'.


Candidato à presidência da República em 1989, Caiado era um bem sucedido médico com diploma de pós-graduação [mestrado] na parisiense Sorbonne até ser escalado para falar pela União Democrática Ruralista (UDR). De 1985 até 1986, seu nome tornou-se referência nacional na defesa das pautas do agronegócio. Caiado era um novato na disputa presidencial quando o Brasil percebeu que muitos tangenciavam os temas de interesse da direita. Mas ele não: os abraçava. Pelo caráter e franqueza, logo tornou-se fonte da imprensa da época e líder que assustava o PT. "Senhor Lula está me chamando por aí ultimamente de homem do cavalo branco. Quero dizer que é muito mais honroso ser dono de um cavalo comprado honestamente do que ser homem do jatinho branco, pago pela corrupção do PT. E tem mais uma coisinha: meu cavalo pasta na minha fazenda, nunca comeu propina na mão de empreiteiros", disse no final da década.

Cabeleira negra, olhar atento para a câmera de TV, Caiado participou dos debates da época. Em um deles, organizado pelo SBT, o jornalista questionou: "Mas o senhor se preparou. Isso significa que o senhor vai mais se preocupar em apresentar suas ideias do que atacar outros candidatos, certo?".


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Ronaldo Caiado se destacou pela defesa da propriedade privada e agronegócio durante debate com Lula na disputa pela presidência em 1989.


Caiado olhou para a lente da câmera e devolveu: "Veja, meu povo, dizer a verdade no Brasil hoje em dia chama ataque. Nós não sabemos apelidar as coisas. Temos que ter coragem para dizer o que precisa ser dito".

O jornalista tentava contemporanizar as críticas de Caiado à Lula. Mas ele se mostrava irredutível: não alisaria seu discurso.

Pedra no sapato da esquerda brasileira, Caiado tornou-se o deputado mais atuante da bancada ruralista, médica e das pautas gerais da direita: foram cinco mandatos.

Senador

Eleito ao título de senador em 2014, ele teve como papel moderar uma casa quase sempre dada a fazer o que bem mandava o presidente - por acaso, na época, do PT.

Após o PT iniciar o programa 'Mais Médicos', abraçou os profissionais rejeitados pela política do Governo Federal, que decidiu importar doutores a melhorar aspectos da carreira. Na área de saúde foi atuante na defesa das famílias com doenças raras. E nas pautas públicas de Goiás questionou a venda da Celg por valor ridículo, antecipando o que seria o caos energético protagonizado pela Enel.


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Material de campanha da época fazia alusão aos valores da pátria e propriedade: jingle trata de renovação.


No Senado, tornou-se no maior nome da oposição brasileira, mas precisou fazer uma escolha: voltar os olhos para o Brasil ou para Goiás, com a possibilidade de disputar o governo em 2018. Seu nome já figurava nas pesquisas para presidente. Mas os goianos cobravam dele uma candidatura em Goiás. Escolheu esta última hipótese, pois o Estado estava arrasado economicamente e tomado pela corrupção.

Governador

Após o primeiro mandato, em que foi eleito no primeiro turno, em episódio inédito, acabou reeleito, em 2022, na mesma situação: sem segundo turno. No primeiro mandato enfrentou uma dívida pública emergente deixada pelo PSDB.

Encontrou os cofres públicos com R$ 11 milhões e dívida imediata vencida [ apenas com o funcionalismo público ] de R$ 1,7 bilhão. Chegou ao segundo mandato com aprovação de 86%, conforme o instituto Quaest, em fevereiro deste ano.

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